Junte grãos, pães e massas integrais, acrescente um punhado de hortaliças e frutas bem coloridas, adicione uma porção de peixe e boas doses de azeite e, por fim, inclua tudo isso no seu dia a dia. Simples assim é a receita da longevidade, que foi batizada, há algumas décadas, como a Dieta do Mediterrâneo.
Agora mais um estudo chega para comprovar os poderes desse cardápio para afastar doenças. O trabalho acaba de ser publicado no periódico American Journal of Clinical Nutrition e foi realizado por estudiosos da Universidade de Florença, na Itália. Os cientistas italianos analisaram dezenas de pesquisas e concluíram que a famosa dieta é capaz de diminuir o risco de males como o infarto, o câncer e o acidente vascular cerebral, o derrame.
"Esse resultado tem relação com o consumo de fibras, de gorduras benéficas e de substâncias antioxidantes", revela a nutricionista Bianca Chimenti, especialista em distúrbios metabólicos e risco cardiovascular da Clínica BKNR - Prevenção e Saúde, que fica na capital paulista.
Vale destacar ainda que gregos, italianos, franceses e espanhóis, enfim os povos que vivem às margens do mar Mediterrâneo, não se preocupam com a obesidade. "As fibras vindas dos vegetais e dos alimentos integrais promovem o equilíbrio dos níveis de insulina, o que só faz aumentar a saciedade e combater o ganho de peso", explica Vanderlí Marchiori, nutricionista e fitoterapeuta com especialização em medicina natural pelo Manchester Institute de Boston, nos Estados Unidos. "Trata-se de um belo exemplo de plano alimentar saudável, com o devido espaço para os carboidratos certos e as melhores fontes de gorduras e de proteínas", diz.
Na Pirâmide do Mediterrâneo, a base aponta os alimentos que devem ser consumidos todos os dias: grãos, cereais, feijões, massas e pães integrais, hortaliças, frutas, laticínios magros, azeite de oliva. A prática diária de atividades físicas também é incentivada.
Na parte central, aparecem os itens que precisam estar no cardápio ao menos uma vez por semana: peixes, ovos, aves e doces (como o chocolate e as compotas de fruta).
E no topo aparece a carne vermelha, que deve ser consumida com muita moderação.