Nelson Mozart Morro, da Abitrigo, Edmundo Klotz, da Abia, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, Antero José Pereira, da Abip, e Cláudio Zanão, da Abima, durante a solenidade que marcou a assinatura do acordo entre o governo e a indústria alimentícia, dia 7 de abril, em Brasília
Crédito: Foto: Luís Oliveira/Ascom/Ministério da Saúde
Acaba de ser firmado um acordo entre o Ministério da Saúde e as associações que representam a indústria alimentícia para a diminuição da quantidade de sal em diversos produtos.
A iniciativa segue as recomendações da Organização Mundial da Saúde, a OMS, que bota o sódio entre as substâncias que precisam ser reduzidas à mesa. O excesso do mineral está por trás de danos ao coração, já que colabora para o aumento da pressão arterial e leva a uma sobrecarga do músculo cardíaco. Também existem estudos que associam seu exagero com maior risco de câncer.
As massas instantâneas, os pães e as bisnaguinhas são os primeiros itens a sofrer alterações na fórmula. No entanto, bolos prontos, salgadinhos de milho, biscoitos, embutidos, margarinas, maioneses, laticínios e batatas fritas, entre outros, também passarão pela mudança.
“No caso do macarrão, nossa meta é atingir 1 920 miligramas de sódio, para cada 100 gramas do alimento, até meados de 2012”, revela Cláudio Zanão, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias, a ABIMA, que assinou o acordo juntamente com outros representantes do setor, como a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia), a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) e a Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip).
“A ação enfatiza o compromisso do governo com a saúde da população brasileira”, opina Zanão.
Vale destacar que, graças a um acordo, firmado em 2007, entre o Ministério da Saúde e a Abia, já foram retiradas cerca de 230 mil toneladas de gordura trans de alimentos processados. O coração agradece.