Trigo é saude

Trigo é saude

Trigo nacional de boa qualidade

Confira a entrevista de Sérgio Dotto, da Embrapa

Sérgio Dotto Foto: Divulgação Durante o XVII Congresso Internacional do Trigo, que aconteceu em setembro de 2010, o engenheiro agrônomo Sérgio Dotto, chefe geral da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa, comentou os trabalhos para melhorar a qualidade do cereal.

Os cientistas da Embrapa estão envolvidos em projetos que vão deixar o trigo ainda mais nutritivo. Além de analisar e separar as variedades que reúnem mais proteínas, vitaminas e sais minerais, os pesquisadores cruzam espécies e, assim, criam plantas com maiores teores de nutrientes. Os pesquisadores estão empenhados em desenvolver grãos de trigo que sejam mais ricos em ferro e zinco, uma dupla de minerais indispensáveis para o desenvolvimento infantil.

Confira outros projetos da Embrapa nesta entrevista exclusiva com Sérgio Dotto:

TrigoÉSaúde: Quais são os principais projetos da Embrapa relacionados com a produção de trigo? Sérgio Dotto: podemos destacar o incentivo à produção de trigo na Região Sul. Além da qualidade industrial, as cultivares deverão ter características agronômicas adequadas a cada ambiente. Apenas para citar um exemplo, nas regiões Centro-Sul e Central, que engloba o norte e oeste do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e o Cerrado, já está definido que o trigo produzido precisa ter alto valor de força de glúten, ou seja, deve ser o chamado trigo pão e/ou melhorador. Baseado na definição dos padrões de qualidade exigidos pela indústria, vamos trabalhar, juntamente com as demais entidades obtentoras, para o lançamento de sementes com as características definidas pela demanda.

Também vamos intensificar a produção de grãos de excelente qualidade na Região Centro-Oeste do país, tanto do trigo irrigado como do sequeiro.

A Embrapa irá intensificar e adequar projetos de melhoramento e, ainda, incentivar o atual programa, denominado Produção Integrada de Trigo, que consiste na rastreabilidade do trigo desde a lavoura até o armazenamento.

Outro destaque é o desenvolvimento de sistemas de produção para as respectivas regiões tritícolas, propiciando um alto rendimento de grãos e com melhor qualidade.

Vale mencionar que a Embrapa visa exercer um papel articulador na cadeia produtiva do trigo, com o objetivo de chegar a um denominador comum, defendendo a cultura desse cereal e demonstrando que ela é técnica e economicamente viável, nas principais regiões produtoras.

Há também a intenção de estudar e trabalhar no sentido de adotar um índice de qualidade para os padrões do trigo brasileiro.

Quais são os projetos para melhoria dos grãos? Sérgio Dotto: nesse sentido, após definidos os principais índices de qualidade exigidos pela indústria da moagem e da produção de derivados de trigo, a Embrapa deverá incentivar a criação e o lançamento de novas cultivares de trigo com as características desejáveis pelo mercado consumidor.

Paralelamente às exigências da qualidade industrial, essas cultivares deverão apresentar uma boa resistência à germinação dos grãos na pré-colheita e às doenças, principalmente as que influenciam a qualidade do grão, como a giberela e a brusone.

Também vamos trabalhar para a produção regionalizada de trigo, de acordo com a aptidão de cada região, principalmente em função da qualidade genética da cultivar e do ambiente propício ao seu melhor desempenho. Trata-se, na verdade, de uma segregação regionalizada de cultivares em função de suas qualidades industriais e de adaptação a determinadas condições de clima e de solo.

Existe alguma perspectiva para que o Brasil supere sua demanda de trigo e não precise importar tanto? Sérgio Dotto: sim. Sempre acreditei e continuo acreditando nessa hipótese. Para tanto, é necessário que se adotem algumas medidas de ordem estrutural e econômica para que a produção de trigo no Brasil seja mais técnica.

Acredito que é possível produzir trigo do sul até o centro do país, em uma área de mais de 5 milhões de hectares, tanto de sequeiro como sob irrigação. A produção é viável tecnicamente, pois existem instituições de pesquisa capazes de desenvolver tecnologias para essas condições.

Além disso, existem produtores capazes de absorver as tecnologias e produzir grãos de qualidade que atendam à demanda da indústria. Mas é preciso que haja uma política de apoio à distribuição dessa produção e uma garantia de sua comercialização. E o setor industrial do trigo no Brasil deve participar e se comprometer com a produção nacional.



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